sábado, 18 de fevereiro de 2017

“Bolsonaro: de acusado de terrorismo a fenômeno da internet”




Por VEJA

Mito, mito, mito!”, gritam em coro cerca de 1 000 pessoas assim que o deputado Jair Bolsonaro desponta no saguão do aeroporto de Campina Grande, na Paraíba. Ele ergue os braços. As palmas aumentam: “Um, dois, três, quatro, cinco mil, queremos Bolsonaro presidente do Brasil!”. Abraçado, apalpado, fotografado, beijado e empurrado, o capitão da reserva do Exército, já sem conseguir pôr os pés no chão, vai sendo arrastado pela multidão até o estacionamento do aeroporto. Lá, erguido e carregado nos ombros, termina em cima de um carro de som, microfone na mão.

Camisetas visíveis na plateia indicam a presença de alguns grupos: Direita Paraíba, Direita Ceará, Ordem dos Conservadores, Academia de Krav Magá de Campina Grande. Jovens compõem a maioria do público. Muitos são estudantes universitários. Acenam para o visitante e levantam cartazes com os dizeres “Bolsonaro 2018”. Alguns batem continência para o deputado-capitão.

De pé no capô do carro, Jair Bolsonaro (PSC-RJ) lança seus gritos de guerra. Abre com refrões patrióticos: “Este é um brasileiro com o coração verde e amarelo. Se estou aqui é porque acredito no Brasil!”. Ovações. Critica o Estatuto do Desarmamento, elogia os militares e encerra a fala com seu bordão: “Brasil acima de tudo! Deus acima de todos”. Palmas, gritos, pedidos de selfie (ele atende a todos). Cenas como a do aeroporto se repetirão ao longo de todo o dia. Bolsonaro cresceu no vácuo deixado por políticos tradicionais tragados pela Lava-Jato ou simplesmente vitimados pela desmoralização crescente e aparentemente sem fim da categoria. É nesse deserto político que até um aventureiro como ele consegue se destacar.


Itans em Caicó aumentou 33 centímetros com a chuva da noite desta sexta-feira




Por Blog de Roberto Flávio

O açude Itans, principal reservatório de água do município de Caicó, aumentou 33 centímetros de água nas últimas 24 horas.

Em uma semana, o açude já aumentou 1 metro e 16 centímetros de água.

Quadrilhas explodem caixas de banco em duas cidades do RN


Fotos: PM/Divulgação
Agências bancárias de duas cidades do Rio Grande do Norte foram alvos de explosões na madrugada deste sábado (18). Em Extremoz, na Grande Natal, os criminosos explodiram um caixa do Banco do Brasil. Já em Serra Negra do Norte, na região Seridó, os bandidos detonaram um terminal do Bradesco. Nos dois casos, ninguém foi preso.

Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Militar, a explosão em Extremoz aconteceu por volta das 4h10. Dois carros foram vistos dando apoio aos criminosos. “Pelo que consta, eles detonaram o terminal, mas o caixa resistiu à explosão e os bandidos não levaram nada”, informou o major Eduardo Franco.

Já em Serra Negra do Norte, os assaltantes tiveram mais sorte. A PM confirmou que o terminal foi arrombado e o dinheiro saqueado.



Reprodução do Blog do BG

Horário de verão termina este sábado


Após os quatro meses em vigor, termina à 0h, horário de Brasília, deste domingo (19) o horário de verão. Quem estiver nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste deve atrasar os seus relógios em uma hora. Norte e Nordeste não sofrem alteração.

O horário de verão começou a valer em 16 de outubro do ano passado. O objetivo da medida é permitir um aproveitamento maior da luz solar durante o verão, e reduzir o consumo de energia em um dos horários de pico de demanda, que ocorre por volta de 18h.



G1


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

WhatsApp deve ganhar recursos do Snapchat e Instagram Stories



Em suas futuras atualizações, o WhatsApp deve ganhar novidades que ampliam o uso do aplicativo de mensagens. De acordo com o @WABetainfo, que analisa versões de testes do WhatsApp, os usuários poderão publicar vídeos, textos e fotos que ficam no ar por 24 horas.

Esses recursos são parecidos com os disponíveis no Snapchat e no Instagram Stories.

Os vídeos, com duração de até 45 segundos, e demais conteúdos poderão ser acessados quando clicamos no status de um contato. Será possível selecionar quem poderá ver as suas atualizações e também receber comentários sobre elas.

No passado, as atualizações de status já foram algo importante para o WhatsApp. Como conta Randall Lane no livro “Pense como os novos bilionários” (HSM), Jan Koum, cofundador da empresa, considerou que seria uma boa ideia enviar alertas sobre os status dos usuários, uma vez que as notificações tinham acabado de chegar aos iPhones, em 2009.

A partir dessa iniciativa, o app evoluiu gradualmente para o mensageiros que usamos hoje e o status ficou em segundo plano – ao menos, até que essa nova atualização chegue a todos.

Exame


Itaú supera Banco do Brasil e passa a ser o maior do País



O Banco do Brasil deixou de ser a maior instituição financeira do País. O posto foi assumido pelo Itaú Unibanco, que atingiu em dezembro do ano passado a soma de R$ 1,425 trilhão em ativos, R$ 4 bilhões a mais do que o BB. Os ativos de um banco são compostos por suas carteiras de crédito, aplicações em títulos públicos, agências, investimentos, entre outros.

O Itaú já tinha chegado a essa marca em 2008 quando uniu suas operações ao Unibanco, da família Moreira Salles. A liderança, no entanto, durou pouco: na sequência o Banco do Brasil comprou metade do banco Votorantim e assumiu novamente a liderança que durou até dezembro do ano passado.

A constatação da perda da liderança do BB foi feita com base nos resultados divulgados nesta quinta-feira, 16, pelo banco público. A instituição ficou praticamente estável no valor de seus ativos comparado com o ano de 2015, em torno de R$ 1,401 trilhão.

Para este ano, existe a expectativa de que o Itaú mantenha a liderança já que vai absorver a área de varejo do Citibank, que adquiriu no ano passado, mas que ainda não foi incorporada ao banco. Os números do Itaú, segundo lembra um analista, no entanto, também são afetados pela variação cambial. O banco consolida a operação do Corpbanca, um banco chileno que adquiriu há dois anos. Como os ativos do banco chileno estão em dólares, a variação cambial também afeta o valor do patrimônio.

Estadão


Narrador do Esporte Interativo diz “cabeça preta” em lance de Real x Napoli e gera polêmica



Uma narração de André Henning, do Esporte Interativo, em um lance durante a partida entre Real Madrid e Napoli, pela Liga dos Campeões, gerou polêmica nas redes sociais, nesta quarta-feira (15). Após o senegalês Kalidou Koulibaly afastar a bola da defesa italiana, o narrador descreveu: “meteu a cabeça preta na bola branca, o Koulibaly”.

A narração de Henning repercutiu nas redes sociais. No Twitter, algum usuários reclamaram da expressão utilizada pelo narrador, enquanto outros o defenderam.

Procurado pelo UOL Esporte, a assessoria do Esporte Interativo prometeu uma posição oficial, mas não retornou até o momento.

Apesar de ter nascido na França, o zagueiro Koulibaly defende a seleção de Senegal. A partida terminou em vitória por 3 a 1 do Real Madrid sobre o Napoli. As duas equipes voltam a se enfrentar no dia 7 de março, no estádio San Paolo, na Itália.


UOL

Estudante de 23 anos que matou 100 militantes do ISIS tem um recompensa de 1 milhão por sua cabeça




Joanna Palani, de 23 anos, uma estudante dinamarquesa de Política e Filosofia, há alguns anos abandonou a faculdade para se juntar a forças curdas na Síria para lutar contra os jihadistas.

Treinada como sniper, ela matou uma centena de militantes do ISIS. Agora, forçada a se esconder, uma vez que o grupo ofereceu uma recompensa de um milhão de dólares por sua cabeça, enfrenta uma condenação de dois anos por ter desafiado as autoridades ao deixar o país para lutar contra os jihadistas, de acordo com informações do jornal Daily Mail.

Em uma entrevista exclusiva ao jornal inglês, ela contou que arriscou tudo o que tinha, incluindo sua liberdade, para lutar contra o ISIS na Síria junto às unidades de YPG e Peshmerga. “Eu estava disposta a desistir de tudo para combater o ISIS, para que todos na Europa pudessem estar seguros”, disse. “Essa foi minha escolha e agora sou vista como terrorista pelo meu próprio país”.

Ela admitiu ter violado uma lei antiterrorista para retornar à Síria no ano passado. “Lamento ter quebrado a proibição de viajar imposta a mim, mas senti que não tinha escolha”, continuou. “Eu sou uma sniper. Gosto de usar meu cérebro e corpo para me concertar em uma missão”.

 

Joanna foi informada de sua proibição em setembro de 2015, mas desafiou as autoridades quando se reuniu novamente aos companheiros de sua unidade curda entre junho e outubro de 2016. No entanto, quando retornou à Dinamarca, junto a um grupo de refugiados vindo do Iraque, foi presa por violar a proibição, ficando na cadeia por três semanas antes de ser liberada em dezembro passado.

Ela contou que, enquanto se sente caçada pelas autoridades dinamarquesas, também vive à sombra de uma recompensa de um milhão de dólares pela sua morte ou captura, oferecida pelo ISIS.

“O ISIS quer me matar ou capturar para me converter em islamista radical ou me transformar em uma escrava sexual”, revelou. “Mas eu amo minha independência e liberdade como mulher mais do que receio ser capturada ou transformada em escrava sexual. Minhas preocupações sobre ser capturada ou morta não são tão grandes quanto meu amor pela liberdade. Isso é o que me mantém”.

“Minha resposta é continuar sempre em movimento, continuar frequentando as aulas, trabalhando, para mostrar a eles que sou uma mulher livre e independente”, continuou. “É assim que eu me defendo deles”. A jovem disse estar ansiosa para entrar em contato com seu batalhão do YPG, e se recusa a aceitar qualquer razão para ficar com medo. “Nunca lhes darei a vitória do meu medo”.

“Quando estávamos nos preparando para invadir casas de escravas sexuais do ISIS, inventamos um ditado: um soldado vai para o resgate, mas muitos outros voltarão com ele”, disse. “Isso por que os sobreviventes, muitas vezes, se juntam a nós. Muitas das meninas que resgatamos nos acompanham depois e treinam para se tornar combatentes”.

“Então, se eles me capturassem, ainda lutaria contra eles, por todas aquelas garotas, assim como por mim mesma”. “Não é fácil para mim estar na Dinamarca quando meus amigos estão em Rojava e as meninas que treinei, que eram mais jovens do que eu, estão em Manbij e eu não”, continuou. “Senti-me envergonhada e culpada”.

Sobre suas habilidades, que utiliza com um rifle russo SVD Dragunov, ela disse que a paciência é a chave de tudo. “Você tem que ser muito paciente, manter a calma e o foco”. Como sniper já chegou a ficar na linha de frente por cerca de nove dias seguidos, aparentemente defendendo civis que fugiam de zonas de conflito e companheiros curdos que avançavam para atacar os militantes do ISIS durante a noite.

Certa vez, quando quase foi baleada enquanto estava na linha de frente com um companheiro – que foi morto – caiu e fraturou o crânio. “Eu peguei em minha arma de novo quatro dias depois”, revelou.

Sobre sua vida atual, em entrevista à Vice, ela diz estar relutante em ter que estudar Política e Filosofia. “Sou uma curdo-europeia. A maioria das minhas crenças e moral é europeia. Eu daria minha vida pela Europa, pela democracia, liberdade e direito das mulheres. Sinto que fui traída por aqueles por quem estava disposta a sacrificar minha vida”.

Jornal Ciência – [ Daily Mail ] [ Fotos: Reprodução / Daily Mail ]

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Itep afirma que não deve haver mais corpos na Penitenciária de Alcaçuz




O Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep) informou nesta quarta-feira (25) que trabalha com a expectativa de que não sejam encontrados mais corpos de presos mortos na Penitenciária de Alcaçuz. O presídio foi o palco de uma matança no dia 14 de janeiro quando presos de uma facção criminosa promoveram a matança de detentos rivais.

A polícia confirmou a morte de 26 presos, no entanto, membros como braço e cabeça foram encontrados e, por isso, acreditava-se que o número e vítimas poderia aumentar.
Segundo Marcos Brandão, diretor do Itep, o instituto está coletando material para enviar para Salvador para a realização de exames de DNA. Já duas cabeças que haviam sido encontradas pertenceriam a presos que já estavam na contagem de mortos da rebelião e cujos corpos foram devolvidos às famílias sem a cabeça.

Nesta terça, teve início a operação de intervenção e retomada do controle da penitenciária, com participação de policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Batalhão de Choque (BPChoque) e de agentes penitenciários do Grupo de Operações Especiais (GOE).
As Forças de Segurança do RN entraram em Alcaçuz e fizeram a contagem de presos, mas os dados não haviam sido divulgados pelo governo até esta quarta.

Um vídeo divulgado pelo GOE mostra o momento em que os agentes penitenciários invadem o pavilhão 5 de Alcaçuz para retomar o controle da unidade e fazer a contagem dos presos.
Nesta quarta foi feita uma limpeza na área externa ao presídio. A ação acontece após a descoberta de quatro túneis nos últimos dias e faz parte das medidas de segurança anunciadas pelo secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte, Caio Bezerra.

Um trator foi usado para retirar mato da área. De acordo com a Sesed, será colocada uma cerca na área externa de Alcaçuz, equipada com sistema de alarme e afastada 50 metros do muro da penitenciária. O objetivo é manter um perímetro de segurança para evitar entrada de armas, drogas e outros ilícitos arremessados de fora para dentro.



Com informações do G1/RN

Na cadeia, ex-goleiro Bruno carrega as chaves da própria cela




No Alto das Maravilhas, no meio de uma região de mata fechada encravada no município de Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte, há um presídio que só recebe condenados que cumprem pena em regime fechado. A penitenciária abriga hoje 175 homicidas, assaltantes, estupradores e traficantes, a maioria com mais de dezoito anos de cadeia. Não há policiais, carcereiros ou seguranças armados. Quem vigia todas as portas da penitenciária, das galerias e das celas são os próprios detentos. Não há guaritas de vigilância.

O presídio é administrado pela Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), uma organização não governamental que cuida de outras 47 unidades semelhantes em quatro estados. A penitenciária foi construída em 2006 em parceria entre os governos municipal, estadual e federal. Hoje, abriga um dos detentos mais famosos do país. Bruno Fernandes, ex-goleiro do Flamengo condenado a 22 anos e 3 meses de reclusão pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, carrega as chaves da própria cela e trabalha vigiando os demais detentos. Antes de chegar lá, Bruno passou por presídios convencionais, como o Nelson Hungria, o maior de Minas Gerais, e o Complexo de Bangu, o maior do Rio de Janeiro. A VEJA, o ex-goleiro diz que as penitenciárias tradicionais, em vez de recuperar os presos, acabam por torná-los ainda mais perigosos. “O sistema convencional não recupera ninguém”, afirma.

Todos os presos, inclusive os 113 do regime fechado, passam o dia fora das celas, nas oficinas e no pátio, onde têm livre acesso a serras elétricas, pés-de-cabra e tesouras para os trabalhos artesanais. No semiaberto, há enxadas, picaretas e foices. Os 62 detentos do semiaberto se dividem entre oficinas, hortas e trabalho em empresas na cidade. A associação recebe ajuda do Tribunal de Justiça de Minas para capacitação de funcionários e gestores. Os presos fazem cursos como marcenaria, padaria, jardinagem, informática e pintura. A administração está concluindo uma fábrica de itens de segurança, como luvas e botas. Todos estudam: noventa condenados fizeram o Exame Nacional Ensino Médio (Enem) neste ano. Há biblioteca, ‘DVDteca’, computadores e internet para curso superior a distância. Os presos usam crachá, são chamados pelo nome, têm livre acesso aos diretores do presídio e são instruídos a reclamar de tudo o que desaprovam.



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